Por direito entende-se: ser

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." já disse Caetano.

Nem sou fã de Caetano. Mas sim, cara, cada um sabe.

Sabe aquela frase que sua vó dizia, que não foi caetano que fez mas diz a mesma coisa? Cada um sabe onde o seu calo dói...

O calo que dói em mim pode não doer em você, e vice-versa.

Ok. Entendo que as pessoas não andam com suas bolas de cristal e simplesmente advinham o que se passa dentro da gente. Ok, entendo o direito de simplesmente não gostar do jeito de ser de alguém. Ok, de verdade, eu entendo.

Mas também existe um direito maior, o direito de SER.

O direito de SER sem ser visto como rebeldia, por exemplo.

O direito de SER sem ser visto como tratante.

O direito de SER por SER.

O direito de SER humana.

E o direito de ter direito a ter uma personalidade.

Não peço que gostem, não peço que me amem. Peço que respeitem o meu direito. Porque ele me pertence, porque ele é justo, e porque o quero.

Não duvido que falte amor. Mas falta respeito. Falta boa vontade.

Calar também,assim como eu calo, não é sinal desse respeito. Protelar é ignorar, é tirar por menos, e isso não é bom pra nenhum lado.

Não, nunca me faltou reconhecimento, consideração ou amor. Demonstrar tudo isso sim, faltou até demais. Falta. Mas isso, meus caros, faz parte de mim. Tentar mudar só me deixou pior. Portanto, depois das conversas que pretendo ter espero que entendam o meu silêncio, a minha forma de ser o que sou. Porque o meu silêncio pode dizer muito mais, basta ouvi-lo.

Por hoje, até.


L.

Querido Diário


Grata surpresa ao dar play na música.


Agora, nesse instante. Então, depois da pausa para ouvir e me divertir, vamos à escrita, baby.


....


Sábados à tarde podem vir cheios de programas, cheios de amigos, cheios de filmes e cheios de vida.


O meu sábado à tarde veio com filme sim, muito bom por sinal. Quem, como eu, ainda não tinha visto "shakespeare in love" (adoro falar esse título em inglês), tá perdendo. Então, perde mais não. Baixa aí, pede emprestado a mim que já peguei emprestado (não é a melhor saída, o meu tá dando pulinhos em alguns diálogos. Nada que comprometa, diga-se)


Tava falando o que mesmo? ah, sim... hum, filme - ok. Vida - ok, vai, inspira - expira, né assim? Amigos - prefiro achar que ok. Ok. Programas - cada um com o seu.


Sabe quando a cabeça tá uma dorzinha de leve, chatinha? A gente toma remédio, e necos? Resultado de um sono esperado e adiado, travesseiro ruim e zero luz do dia.


Depois do filminho, abrir a janela, sentir vento (que se for ventozão eu odeio, ah como odeio) e um solzinho (que se for solzão eu odeio, ah como odeio) é bom. E nessa saídinha do casulo vejo uma família- homem, mulher e criança - suponho que sejam pai, mãe e filho, e se não forem, passam a ser, em uma cadeira, dessas de casa de praia, de terraço, de varanda. Eles em plena calçada, deitados e tomando um sol de um sábado alagoano à tarde, estão curtinho o sábado deles. Estão curtindo estarem juntos. Em qualquer lugar. A criança sorri e é a única que me vê. Ela aponta. É um menino. Ele é negro, como a mãe. O pai olha, e só depois vejo que fez sinal pra uma das fotos - essa anexada. Eu sorri comigo mesmo, já tinha entrado. Essa timidez sempre nas horas erradas.


Essas coisas sempre me lembram como eu desejo a minha tão falada câmera profissional. Ah, eu quero papai noel.


Voltei pro computador pra passar as fotos correndo e decidi fazer isso sempre. Voltei pras músicas recém baixadas. Voltei ao blog, decidi escrever e fazer dele um diário. Ainda que só por hoje.



Beijos, de verdade. Abraços, de verdade. Não esses que me irritam, dados por convenção, dados por quem te olha de cima, por quem acha que é algo mais do que o que todo mundo é: Nada. Abraços e beijos leves, sem vontade. Ah, como eu odeio, ah odeio.


Então, um beijo de verdade - com vontade - pra você.



L.

ces't la vie

[ao som e letra de Eu Preciso Dizer que Te Amo - Dé, Bebel e Cazuza]



"Eu fico com a pureza da resposta das crianças..."



Li um texto esses dias, aliás, li um texto hoje de manhã, quando deveria estar fazendo o meu trabalho, sobre decisões.

O texto não trazia nada de novo. Mas acabou trazendo de volta o tema 'decisão' pra mim. Assim como ele dizia, assim como eu sempre pensei, assim como todo mundo sabe, nenhuma decisão é tomada sem que algo seja deixado pra trás. É preciso escolher... sempre.
[Boa Viagem - Recife - Pernambuco - Brasil]

É por saber disso que o momento da decisão vai sendo empurrado, procrastinado.
Mas depois de decidir algo, ou achar que assim o fez, o momento de seguir em frente e se manter firme na sua decisão é que pega, é que é foda.
Fatores externos não ajudam. Talvez nem devam ajudar. Temos de nos resolver é conosco... é lá dentro. É se dizer algo, talvez até em voz alta, principalmente em voz alta. Aliás, é isso. Falar em voz alta consigo mesmo é um baita empurrão. É falar para se convencer, para acreditar, e para lembrar do que decidiu.

É inevitável olhar pra trás e se perguntar se fez a coisa certa... como se sabe que fez a coisa certa? O 'se' é decartável. O 'se' não existe.

Talvez erros, mas por deciões tomadas. Erros piores são aqueles causados pela covardia. Esses incomodam, esses furam, esses sempre se fazem presente. Esses, não adianta, te marcam.

Sei exatamente o que me levou a escrever, e espero acordar com coragem. Coragem pra seguir adiante. Nisso, nisso que machuca e que não quero mais. Nisso que me dá raiva. Nisso que poderia se resolver, mas isso não quer. Nisso, o resto a gente vê depois.

E tou com saudade também, tou com saudade SPL2, tou com saudade de tu.



L.

Com cifras, quando eu aprender a tocar direito.

Nunca viram ninguém triste A

Por que não me deixam em pazC7

AAs guerras são tão tristesEm

E não tem nada de mais

Me deixem bicho acuado

APor um inimigo imaginário C7

ACorrendo atrás dos carros

EmComo um cachorro otário

Me deixem ataque equivocado

APor um falso alarmeC7M

AQuebrando objetos inúteis

EmComo quem leva uma topada.

AMe deixem amolar e esmurrar

C7MA faca cega, cega da paixãoA Em

E dar tiros a esmo e ferir o mesmo cego coração.

Não escondam suas criançasA

Nem me chamem o síndico

C7MNem me chamem a polícia A

EmNem me chamem o hospício, não A

AmEu não posso causar mal nenhum

CA não ser a mim mesmo

DA não ser a mim mesmo Em

A Am A não ser a mim mal ma ma ma ma mal mal nenhum

C Da não ser a mim mesmoEm

A não ser a mim.

(CAZUZA)

de Jó

PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência
PaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciênciaPaciência.






paciência pa.ci.ên.cia
sf (lat patientia) 1 Qualidade de paciente. 2 Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. 3 Qualidade de quem espera com calma o que tarda. 4 Perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora. 5 Nome que se dá a vários entretenimentos com cartas de baralho ou com peças recortadas em diversos feitios e tamanhos, que se devem justapor para formar uma determinada estampa. 6 Bot Planta poligonácea (Rumex patientia); labaça. Paciência!: interjeição com que se exorta a essa virtude. Paciência de Jó: grande paciência, como a desse patriarca bíblico. (fonte: michaellis)








- 'A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!':
Shakespeare, em 'MacBeth'.
O gordinho não deixa barato:
- 'Vá tomar no cu!': Nelson Rodrigues,
em ' A vida como ela é !!! '





L.

VERBORRAGIA

Essa semana usei bastante a palavra 'indignada'.

Indignada com coisas naturais a se indignar;

Indignada com falta de sorte;

Indignada com pares de coisas.

E de tantas indignações e 'putações'(mais nova palavra favorita, by mana kate) o egoísmo de certos seres me deu nos nervos. Me dá, sempre, nos nervos.

A pequenice, a capacidade de se importar tão exclusivamente com o próprio umbigo me deixa, decididamente, INDIGNADA.

A capacidade de ser tão imbecil, tão babaca (hoje é o dia das palavras, mariksa), é, na minha simples opinião, algo tão sem fundamento, tão sem explicação.

São anos de evolução jogados no lixo pra satisfazer ao próprio ego, encher a si com coisas irrelevantes, tão pequenas quanto.

Coisas bobas, coisas cotidianas, mas que revelam, em instantes rápidos, imperceptíveis para olhos menos atentos, porém suficientes para quem tiver o mínimo de sensibilidade, a nojeira que habita pessoas encapadas por alguns sorrisos e alguns artifícios.

Sensibilidade. Cadê? Onde se escondeu?

Educação. Cadê?

Simplicidade?

Gentileza. Onde se perdeu?

Não, não há espaço.

Enquanto a mediocridade estiver passeando nessas cabecinhas irritantes, burras e incapazes, não há espaço.

Que tenham seu valor. Mas, pra mim, chega de tentar enxergá-los. Se o que você tem de bom não pode superar o que você tem de nojento, Foda-se. Pra mim, chega.

Sem procurar subterfúgios (eu avisei) pra conviver, pra sobreviver. Sem dissimular feições.

E vá pro inferno, atazanar o pobre diabo. Porque eu prefiro continuar acreditando que vale a pena ser. Ser. Ser de verdade. Não, meu bem, não me troco por você.

Passar bem... mas longe de mim. (pena que, por enquanto, é respirar e engolir)



Até. (lendo esse post, vejo que minha tendência é a rima. É o que digo: meu forte é a rima, meus caros)

ovovípara

Há motivos e motivos que fazem a gente querer escrever. Esse pra mim é novo: FOME

Entre devaneios e alucinações (????), não... só tava com fome mesmo, começo a pensar em assuntos gastrônomicos que envolvem nosso azul e amado mundo[fome me faz gostar de adjetivações].

Com aquele vazio que só uma fome é capaz de dar em alguém, começo a pensar nas comidas que poderiam estar na minha frente, à minha disposição. Ou nem tão fácil, mas.. ali, no armário.

Não, nada.

E vendo todos aquelas frituras na minha cabecinha me perguntei se alguém, em plena saúde mental, quando está com fome, pensa: uauu, que vontade de comer uma alface. Um tomatinho então... ui, delícia, deu água na boca.

Pensa? Se pensar, corra agora e vá se internar.

Taí, uma das coisas mais irritantes que existem nesta Terra, que a terra não há de comer,é papo natureba. Ok, essas merdas verdes fazem bem e tal. Eu como verduras. Até gosto de alface. Mas ACOMPANHANDO algo, funciona quase que pra neutralizar o gosto das outras comidas, pra não misturar sabor, sabe? Porque gosto próprio não venha me dizer que tem, porque não tem. Você pode sentir o azeite, o limão, a porra que for, mas quero ver você me dizer o gosto que o alface tem.

Tá, bacana ter uma alimentação saudável e tudo mais. Sanduiche natural, quando sabem fazer, delícia. Mas chega. Só que tem gente que nunca nem experimentou um refrigerantezinho. Porque faz mal...(AAHHH) Essa criatura nunca sentiu o gosto de, no auge de uma sede, pegar uma garrafa de coca-cola, com o vidro embassadinho de tão gelada e... beber, beber, até.. bem, aquele arroto pelo nariz é a parte desagradável, não precisamos comentar.

Uma batata-frita? não... faz mal.

Ninguém vai sobreviver ocm essas comidas, se entupir com essas comidas, mas por SAMBI (são benedito - peço licença à autora da expessão..huhu) ninguém morre por causa daquela pizza do fim-de-semana. Aliás, todo mundo morre. De um jeito ou de outro. Se você acha que comendo mato vai adiar o momento, lerdo engano. "ahh... qualidade de vida" Depende do que você entende por qualidade, meu caro. A minha qualidade é comer o que quiser, quando dá vontade. Só não preciso me entupir. Nem consigo, gracias. Quem não consegue se controlar, tem problemas de gordura, auto-estima... pêsames, mas não vou pensar em você.

Sem falar que eu tenho medo de vegetarianos. Dos radicais. Já tenho angústia com o tipo mais simples, que só não come carne vermelha. Nem sou tão fã assim de carne. Mas não abro mão, ah, não abro. Agora, os vegetarianos radicais... cara, desses eu tenho pânico. Não sei, primeiro que todos eles se parecem, é uma magreza meio esverdeada. Com aquela cara de quem tá chupando azeitona o tempo todo. Segundo que parece que o que eles querem, na verdade, é dominar o mundo. Quando vejo um vegetariano, enxergo logo todos eles reunidos confabulando o domínio pleno da terra... [aí eu vou pra casa, tomo banho, café e curo a bebedeira]

Só sei que entre tomates, rúculas (nunca nem vi) e alfaces... Muito obrigada, mas eu fico com pneuzinho a mais. [janeiro é só uma vez no ano mesmo]

o rei está nu

Pedindo lincença a Goretti Brandão, no site Cada Minuto.

...A essas alturas, o conto de Hans Christian Andersen, A roupa nova do rei, cabe muito bem aqui. Ora, o medo de não ser inteligente, de estar aquém da atualidade, do entendimento da arte contemporânea, faz muita gente, a pretexto de ser aceito nos grupos considerados o lócus da intelectualidade, engolir sem pestanejar, os conceitos sobre o belo, o bom, enfim, o contemporâneo, impostos através da sutil ditadura de um pseudo-conhecimento que deixa fora a sensatez e o pensamento crítico às coisas postas. Afirmar em tempos atuais que não se entende uma dessa obras, modernas, é revelar a própria ignorância. Diante dos outros negamos o nosso próprio juízo de gosto.



http://www.cadaminuto.com.br/index.php/noticia/2009/10/27/o-que-e-mesmo-arte-contemporanea

Buraco Negro

Procurando por 'buraco negro' a wikepedia diz que "Um buraco negro clássico é um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz (299.792,458 km/s, equivalente a 1.079.252.848,8 km/h). Nem mesmo a luz pode escapar do seu interior, por isso o termo "negro"". E a que mais me chamou atenção: "O termo "buraco" não tem o sentido usual, mas traduz a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos."

eventos em seu interior não são vistos por observadores externos...


Tá aí, vim agora procurar por seu significado, só para começar a escrever e dizer a diferença desse buraco negro, para o meu. Mas eis o que encontro... Nem tão diferente assim. Talvez a única diferença seja que aqui, no meu, não tem luz interior nenhuma para poder escapar.

Mas o que eu sei mesmo de buraco negro, hoje, andando sozinha. Chorando sozinha. Depois de um dia sozinha em casa. Tentando ligar para alguém, encontrar com alguém, e ao mesmo tempo ficar na minha solidão, ficar sozinha... sozinha. Porque sozinha com alguém parece doer mais. Ou não. Também não sei. Contagiar com sentimento ruim, com cara de nada... é ainda mais chato.
O que eu sei, hoje, é que procurar por um número na agenda pra ligar e não encontrar também dói. Encontrar algum possível e estar desligado também dói. Querer ligar pra um outro e não conseguir. Não poder. Achar que não pode. E esse alguém não tem de ser o alguém do sentido romântico não. É só alguém.


O que eu sei mesmo de buraco negro, hoje, é o vazio. Ou o quase vazio. Que por hora está pior que o vazio. É saber que ninguém vai entender o que eu tou escrevendo aqui. Que o mais provável é que ninguém leia o que está aqui. O quase, é o silêncio. O ter de ficar em silêncio. O querer, desesperadamente, falar em alguns momentos. E o querer, ainda mais desesperado, abafar. Silenciar o silêncio.

O que eu sei, hoje, de buraco negro, é o vazio de não ser o que se é. E de não saber o que se é. De não ser inteiro com a família. De não ser inteiro com os amigos. De não ser inteiro consigo mesmo.

Vazio é não estreitar laços. É sentir e não conseguir exprimir. E sentir, e não poder exprimir. Ou poder, e não dever.

Então, o que eu sei, hoje, de buraco negro, é nada.

Eu já disse uma vez, aqui mesmo, que o outro nós podemos evitar. Mas nunca a nós mesmos. E, isso sim, é uma puta sacanagem.

Silêncio, mais nada.

desdoce

Inspiração - nome que os criativos dão quando tão afim de escrever.

Não tenho criatividade, logo não tenho inspiração.


Mas tenho vontade de escrever

Tinha
vontade de escrever...

Sem vontade, sem tara, sem rima

sem nada.

'Moça, me vê um doce pra eu tirar esse amargo da boca'

'Então, me vê um sal?'



... me vê um gosto pra espantar o desgosto


me vê qualquer coisa. Mas me vê. Me veja. Enxergue.


Ou vem. Ou desaparece



próclise/ enclise/ mesóclise = vão pro inferno.

Back to Home Back to Top multiplicidade_. Theme ligneous by pure-essence.net. Bloggerized by Chica Blogger.